30 de Janeiro de 1799

Hoje, estive em um bilhar francês eleito por subscrições, e talvez será o único bilhar público da cidade. O homem do bilhar e que faz também neve é um francês que foi coronel de cavalaria e que foi em São Domingos tão rico que ignorava o que era seu.

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25 de Janeiro de 1799

Hoje, veio notícia que os negros de S. Domingos deram a morte a todos os brancos existentes na Ilha; apesar disso os franceses que aqui há e que tem lá mil parentes e relações deram um grande baile público.

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25 de Janeiro de 1799

Aqui, usam sempre de cavalos nos carros, carretos, carrinhos, arados, etc.; porém, um instruído lavrador me disse que os bois faziam muito mais conta para estes misteres: 1º, porque se lhe aproveitava a carne e o couro; 2º, porque comiam menos e, por isso, a sua nutrição custa menos que a do cavalo; 3º, porque os arreios para os cavalos são muito dispendiosos; ao que fiz uma objecção: que os arreios aqui eram os mais simples possíveis, mas ele me retorquiu com um cálculo que mostrou ser bem dispendioso o arreio de um cavalo na agricultura. Também me disse que a White e Red Clover eram indignos daqui, e que eram muito preferíveis ao guinea grass.
Hoje, estive numa orquestra, que se deu em benefício dum músico francês, etc. Assistiu um índio, destes gentios, que, pela cor, olhos, grossura do corpo e músculo, largura das espáduas, gestos, acento da fala, etc., não era senão um índio do Brasil, e se assemelhava principalmente aos Minuanos; ele estava vestido à inglesa, e tinha no chapéu o tope de federalista ou voluntário, que agora aqui se usa; atendia muito enquanto tocava ou cantava, e no fim de uma ária, que cantou uma mulher, quando ela fez alguns estacatos trinados, ele deu uma grande risada, que me pareceu não ser risada de prazer, mas de ridículo.

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24 de Janeiro de 1799

Hoje, subscrevi na Aurora, principiando de 11 deste mês até 11 de julho, e dei 4 dólares; é uma gazeta diária que era de Benjamin Franklin Bache, um sobrinho do grande Franklin, e que mora nas mesmas casas, tendo a mesma imprensa; mas, como este é morto, a mulher continua tendo um redator irlandês. O seguinte artigo de uma gazeta é digno de nota: “The Brothers Bickers inform the public that they are returned to their old professions of hatters, which they have habandoned to defend the liberty of their country.”
(Nota: Eram dois capitães no Exército...)


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23 de Janeiro de 1799

As causas da escassez do dinheiro nos Estados Unidos vêm desenvolvidas em Brissot, On Commerce..., pág. 62.

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22 de Janeiro de 1799

O ministro daqui, que está em Lisboa, escreveu ao Secretário de Estado daqui, Mr. Pichering, e lhe mandou dizer que, fazendo uma viagem à Espanha, achara a língua espanhola muito mais doce que a portuguesa; isto é uma sentença de Mr. Smith, que não entende nem uma nem outra.

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21 de Janeiro de 1799

Hoje, pelas 10 horas, enchi uma garrafa de água da bomba para experimentar quanto tempo dura até se corromper; e vou assentando o estado da atmosfera pelo termómetro de Fahrenheit. Um sujeito me disse que, no tempo de verão, tinha deixado um copo d’água descoberto, sobre um cemitério desta cidade, por uma noite; ao outro dia, tinha evaporado uma terça parte e o resto tinha a consistência de geléia mole, com um grande sedimento de cor amarela e fétida.

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19 de Janeiro de 1799

Os Estados Unidos ganharam tanto em conduzir mercadorias de S. Domingos para aqui, e reexportá-las para a Europa, que um instruído negociante de Baltimore avaliou o ganho em 40 mil dólares por dia. Um negociante de New York tem arranjado os seus negócios de modo que desde 28 de maio até 28 de setembro não terá nada que pagar, nem que cobrar; esta sábia combinação é para fazer parar o seu comércio, neste intervalo, e poder estar no campo para fugir da peste, que então se tem com muita probabilidade e que, segundo os médicos, será mais destruidora ainda do que foi este ano; muitas pessoas pretende que ainda em Filadélfia existe, e que os dias passados havia 8 doentes desta febre amarela. Hoje, na igreja dos católicos, anunciou o padre, de tarde, havia sermão em alemão, e para isso falou em alemão, o que costuma fazer muitos domingos.

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17 de Janeiro de 1799

Na gazeta de hoje apareceu um plano para se conduzir água para a cidade do Schuylkill, e o engenheiro confessava que a natureza da terra era de filtrar, e que assim se conhecia porque a água dos poços tinham um gosto acre, que lhe provinha das comuas, o que confirma a minha observação do dia 6 de janeiro. Há 5 dias que o termómetro está 4 graus abaixo do temperado, o rio desimpedido e alguns navios têm saído. Quando as neves estão meio derretidas não se pode viajar, e até os carros chegam a parar, porque, não havendo providências de pontes, acontece que a neve neste estado impede que os barcos passem, entretanto, que não tem uma consistência capaz de suster os cavalos, carros, etc., e, muitas vezes, nem mesmo gente.

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16 de Janeiro de 1799

Hoje à noite, fui a um baile que se fez em honra do presidente, no teatro da cidade. A plateia serviu para dançar, e o tablado, para as mesas da ceia; assistiram quase duzentas senhoras e outros tantos homens; os camarotes da primeira ordem serviram de assentes, pois que a plateia se levantou ao nível deles; dividiu-se com fitas a casa em três partes para dançarem três ordens de contradanças: a sua disposição reinou em tudo. O Presidente ficou sentado em um camarote onde havia senhoras (mas não a sua nem outra que lhe pertencesse) e as tinha por trás de si. Quando foram para a ceia, ele foi levado pela mão, pelo mestre de cerimónia, como se fora senhora. As mesas, à ceia, não tinham criados para servir, não tinham pratos para se mudar; não havia facas e garfos senão de ferro; não se mudavam nem lavavam. A harmonia reinava por toda a parte, nada de descontentamento, nenhuma perturbação, nem inda fora, com as imensas carruagens que havia, criados, etc., se ouviam uma só bulha, apesar de não haver guardas absolutamente; mas este sossego é o carácter geral da Nação. O ministro de Portugal gozou
das primeiras honras, depois do presidente. As gazetas atestam que é a maior função que aqui se tem feito, o que me dá a entender que nunca nos Estados Unidos se viu uma função brilhante.

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14 de Janeiro de 1799

Hoje, jantei em casa do ministro de Portugal com Mr. Larue, que é casado, a sobrinha do General Washington, o cavaleiro Colbert, que é um próximo parente do grande Colbert, do tempo de Luís XIV, e o Lefebvre, um emigrado francês, bem conhecido, etc. O primeiro, apesar de ser um entusiasta pela América, me disse que aqui havia mais vícios que em parte alguma, e que, em Pensilvânia, a sua fé dos negociantes era pior que em parte alguma dos Estados Unidos. Perguntado por Mr. Freire, disse o que ela já me tinha assegurado, que a maior parte dos mais belos recintos da Virgínia eram sujeitos a sezões, como são quase todos os Estados Unidos.

A exportação do ano passado foi avaliada em 50 milhões de dólares. Um facto aqui acontecido: que Mr. Blount, expulso do Senado por crimes de alta traição, e os seus concidadãos do Tennessee o nomearam não só seu senador na legislatura mas o fizeram speaker no Tennessee.
Um senador, aqui, me deu esta razão: que os do Tennessee furtam descaradamente as terras dos índios, e fazem outras mais insolências; isto, que sendo muito secundado pelo tal Blount, o faz lá estimável speaker.

Alguns ingleses, que serviram na guerra da América contra a Inglaterra, têm emigrado daqui e se tem estabelecido no Canadá, e o Governo inglês tem sido assaz fraco para conceder, lá, terras; mesmo muitos irlandeses, que vêm ter aos Estados Unidos pela grande fama deste país, emigram depois, e se vai estabelecer no Canadá. É digna de reflexão esta notícia, que me foi dada por M. M. Colbert e Lefebvre. O Banco de Pensilvânia foi roubado o ano passado, e os dois ladrões não tiveram algum castigo; um, porque morreu (e era o porteiro), outro, porque entregou quase tudo o que roubou, à excepção de 2 mil dólares, que já tinha gasto.

Da criança de que fiz menção achar-se morta dia 5 deste mês não se tirou devassa.

(Nota à margem – À noite, me recomendou o ministro que, quando falasse com o ministro de Espanha, me fizesse republicano, ou ao menos não fosse contra os franceses, que isto não me custava nada e era o meio de lhe agradar para poder bem conseguir o que queríamos dele.)

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13 de Janeiro de 1799

Os Estados Unidos ofereceram a Portugal um terreno na cidade federal para edificar uma casa para os ministros que Portugal aqui tiver; foi aceito, e o ministro de S. Majestade aqui residente escolheu o melhor terreno, de modo que tem causado uma inveja, que tem agora posto em dúvida a autoridade dos comissários que o deram para ver se o revogam.

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12 de Janeiro de 1799

Mais uma observação sobre o market que foi estendido da 3ª até a 4ª rua por um acto da legislatura de Filadélfia, de 12 de fevereiro de 1795, e nele se deu poder aos Wardens para o continuarem quando a necessidade o pedir (Nota à margem – Há mais dois mercados novos em cada uma das extremidades de Second-Street).

Hoje, visitei, com o ministro de Portugal, alguns sujeitos: o ministro de Espanha que não estava em casa; o de Inglaterra, que disse jamais disputava ou fazia argumento sem coisa alguma; e o Dr. Rosso, que é um médico irlandês, que tendo viajado à Índia, à Turquia, à Europa quase toda, sabendo muitas línguas (até o português, pois pediu ao ministro que queria as Décadas do Couto e Barros), me fez uma observação sobre o arroz da Carolina, e é que, no Egipto, o reputam pior que o daquele país, e constituindo a bondade do grão na maior quantidade de farinha que tem, pois que esta é parte nutriente; nenhum arroz é mais farinhoso que o do Nilo, e Egipto em geral, o que se conhece, porque, deitado de molho, é o que absorve maior quantidade de água; entretanto, eu acho um gosto particular ao arroz da Carolina, que não encontro no do Brasil; talvez seja do modo porque o cozem; mas é certo que ele tem nos mercados de Londres um preço superior ao da Itália. Também me disse que no Canadá se vende o açúcar tirado no ácer, que não fazem mais que fazer a incisão na árvore e aparar debaixo uma forma quadrada de madeira, e, quando está cheia de suco, a secam e vendem estes pães de açúcar, quadrados, sem mais entre benefício; e disse que refinado era igual ao da cana; não me soube responder à questão sobre os lucros (Nota à margem – Esta informação é muito pouco exacta porque me dizem que, depois de extraído o suco, tem o mesmo processo que o suco da cana que se faz em açúcar ou melaço).

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11 de Janeiro de 1799

Hoje, tornei à casa de Mr. Bartram que, fazendo-me um seco acolhimento, ajustou comigo uma caixa de sementes por 2 1/2 guinéus, e ficou de mas mandar. Uma casaca e calções que mandei tingir me custaram 1$600 réis.

É uma observação que em Filadélfia não há botequins mais que um (que apenas lhe compete este nome), chamado Café House, em City Tavern, onde se faz todos os dias a praça dos negociantes. (Nota à margem – É sustentado por subscrições de particulares, cujos nomes estão em uma lista, e as subscrições se renovam todos os anos.)

O mercado consta de três telheiros, que existem na rua High-Street, vulgarmente chamada Market-Street; cada telheiro tem ocomprimento de quarteirão da rua, está feito com pilares de tijolos, commesas pelos lados, cabides, etc., para se pôr a carne, e tudo mais que sevende. O asseio é infinito, e o sossego no meio desta infinidade de genteé digno de nota. Não há outro guarda ou superintendência que dois oficiais,que servem para pesar aqueles artigos em que se supõem que ovendedor usou de dolo. A imensidade de carros, que vêm do campo com todas as provisões para o mercado, param antes do mercado, na mesma rua, arrumando-se sem confusão alguma, e a rua é tão larga que cabem os espaçosos telheiros do mercado, e pelos lados podem passaros carros e carruagens, ficando ainda os passeios imediatos às casasonde ninguém pisa senão os peões; o mercado, inda que é todos os dias,é contudo infinitamente mais considerável nas quartas-feiras e sábados (vide dia seguinte).

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10 de Janeiro de 1799

Peale, autor e dono do museu do mesmo nome, longe de receber do público algum acoroçoamento, a Sociedade Filosófica lhe quer aumentar o aluguel das casas em que ele tem o museu, pois que é proprietário. Na livraria pública, raras pessoas se encontram; em geral, a gente aqui a nada atende que ao escritório.

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9 de Janeiro de 1799

Vi um francês, de St. Mamim, que, sendo um homem de boa educação na França, aprendeu na sua mocidade a tirar retratos, e disso se vale agora para se sustentar e à sua família; tira o perfil na parede pela sombra sobre um cartão vermelho, e depois enche as feições com lápis, fazendo este retrato de lápis em grande; redu-lo, depois, a pequeno, e grava uma chapa por este pequeno; tira 12 exemplares com a chapa, e dá os 12 exemplares, a chapa, o retrato, em pequeno, por que ela foi tirada, e o retrato em grande, de lápis, tudo por 25 dólares (Nota à margem – Ajustei tirar o meu. Com o devido respeito, forte asneira).

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8 de Janeiro de 1799

Hoje, comprei algumas obras de Brissot de Warville relativas à América. Jantei em casa do Ministro de Portugal, um jantar de convite, a que assistiram o enviado inglês, Mr. [Robert] Liston, sua mulher, seu secretário de Legação, Mr. Thorton, alguns dos comissários ingleses que aqui se acham e seus filhos, etc.; foi uma companhia toda inglesa; o jantar começou às 5 horas da tarde, já com luzes, e acabou às 9 e meia.

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7 de Janeiro de 1799

As pontes são quase todas de madeira, mesmo no Schuylkill, onde há três defronte à cidade para a parte de O., e na passagem deste rio ao sul, por onde é o caminho para New Castle, se passa em batel. Estas pontes de madeira são verdadeiramente barcos flutuantes atados uns aos outros por correntes de ferro, e, por isso, as três que há nos Schuylkill se lhe chamam ferry; nesta, pagam todas as pessoas que passam, e há loterias que se fazem para, com o seu produto, se fazerem pontes permanentes em algumas partes; entretanto, muito poucas se tem principiado, e nenhuma das do Schuylkill, que é o mais próximo à cidade, mas as loterias aumentam (Nota à margem – Concedem-se para coisas que não deviam ser porque elas têm uma tendência a arruinar os costumes, etc., etc. – Washington city, etc. –, por isso, em uma gazeta de hoje em que se propunha o plano de uma nova loteria semelhante, o gazeteiro lhe chamava goose trap. N. B.: não é de admirar que se atrevesse por isto na gazeta, porque em Filadélfia, e em geral nos E. U., é costume, quando alguém quer despicar-se de outrem, manda pôr-lhe numa gazeta os fatos mais vergonhosos que lhe sabe da vida; o outro responde do mesmo modo, e tem sucedido, algumas vezes, durar esta disputa nas gazetas um mês e mais, descobrindo uns aos outros gerações de feitos pessoais, faltas das mulheres e filhas, etc.

Soube de boa autoridade que Mr. Jay, que foi o que fez o tratado com a Inglaterra, o queimaram uma noite em estátua e, sendo bem público, os autores não tiveram nenhum castigo. Os ministros nas cortes estrangeiras, secretários de Estado, etc., quando são demitidos, imprimem todas as suas negociações, se isso lhe convém, descobrindo até os maiores segredos de gabinete, entretanto não tem por isso algum castigo legal; assim se portou o Ministro que esteve em França, Mr. Monroe, que, para justificar a sua conduta e mostrar que o Presidente obrara com falta de fé, imprimiu os maiores segredos da negociação; e assim outros muitos exemplos).

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6 de Janeiro de 1799

O termómetro de Reaumur chegou hoje 8 graus abaixo de zero. A razão por que os bois são tão gordos é porque no tempo de inverno são sustentados com farelos. Hoje se gelou absolutamente o rio, de modo que se atravessava a pé e, como era domingo, grande quantidade de rapazes andava a escorregar pelo rio com as sekeslchs, e mesmo muitos homens. As ruas de Filadélfia têm todas poços, onde há bombas para tirar a água, o que dá grande abundância d’água. A cidade (vide dia 18 de janeiro), porém, como para estes poços se há de naturalmente filtrar a água das privadas, que há em todas as casas, isto, junto com as habitações subterrâneas, não pode deixar de ser uma causa da peste que aqui há em todos os verões. Em New York, toda a água dos poços nas cidades é salgada, assim são obrigados a tê-la de fora do campo (Nota à margem – Isto é, inexato; vide 27 de abril) e custa 2 galões um peny.

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3, 4 e 5 de Janeiro de 1799

Hoje, apareceu na rua, defronte à minha casa, uma criança recém-nascida, e morta na neve. Por ocasião disso se me contou que o crime do infanticídio foi aqui muito comum há alguns anos; a razão é porque não há roda de enjeitados, e a casa de criar meninos não recebe as crianças sem alguma pessoa abonada se obrigue a pagar-lhe a educação, ou que a mãe ou pai, se declare, e como isto punha a mãe nas circunstâncias, ou de expor o seu crédito, ou expor a vida de seu filho, este último partido era sempre tomado; agora, os infanticídios tem diminuído, depois da instituição do colégio de Wilmington, que é para educação de senhoras. Uma mulher recolhida, que se acha prenhe, se ausenta para o campo, para ocultar o seu estado, e a sua família publica que ela se acha em Washington, etc.

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